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Fantasma da Opera @ Auditório dos Oceanos

The Phantom of the Opera - Vox Lumiere @ Auditório dos Oceanos | Vânia Marecos @ C&H
"Numa viagem ao futuro através de um regresso ao passado somos seduzidos pelo fantasma da ópera, desde a primeira até à última cena, envoltos nos ritmos ora mais frenéticos, ora mais românticos e envolventes onde se mistura a magia do cinema com o fascínio do teatro. Vox Lumiere – The Phantom of the Opera é um espetáculo multi-média que vai para além da tradicional ópera rock."
(reportagem completa para a C&H aqui [Texto e Fotografia | Vânia Marecos] )


Celtic Legends @ Auditório dos Oceanos

"A magia da dança e música tradicional irlandesa dos Celtic Legends regressou ontem ao Auditório dos Oceanos, do Casino Lisboa ... " (ver reportagem completa para Canela & Hortelã aqui)

Romeu e Julieta | CNB @ TNSC

Créditos CNB
Chegamos à época natalícia e parece que os clássicos ficam sempre bem. Já andava à um tempo para ver este bailado, e quando soube que iria estar em cena pela Companhia Nacional de Bailado e ainda por cima com orquestra ao vivo, não hesitei.

Esta versão de Romeu e Julieta foi coreografada por John Cranko e estreou em Portugal precisamente à 10 anos no dia 21 de Dezembro de 2001, no Centro Cultural de Belém, também pela CNB.

Sem dúvida que a história do Romeu Montéquio e Julieta Capuleto é uma das mais conhecidas peças de William Shakespeare, sendo que a sua adaptação ao bailado é quase inevitável.

Do espectáculo desta noite destaco a performance de Filipa de Castro, no papel de Julieta, e de Tom Colin, no papel de Tibaldo. Ressalto também a direcção da orquestra Sinfónica Portuguesa, pela maestrina Joana Carneiro.


Apesar da sessão de hoje não ser num horário mais adequado para o público mais pequeno, a plateia estava recheada de crianças levadas pelos pais ou pelos avós. Atrás de mim volta e meia, ouvia as questões colocadas por um desses pequenos espectadores, muito atento e interrogativo.

As actuações no Teatro Nacional de São Carlos estão a terminar, mas poderá aproveitar um dos espectáculos já agendados:

ALMADA, TEATRO MUNICIPAL |  Dezembro 2011 - 29 e 30 às 21h00

LISBOA, TEATRO CAMÕES | Fevereiro 2012 - 9, 10, 11, 17 e 18 às 21h00; 12 e 19 às 16h00 (tarde família)

É Perigoso Debruçar-se @ Clube Estefânia

É Perigoso Debruçar-se @ Clube Estefânia

Ontem a noite foi reservada ao teatro, com a peça "É Perigoso Debruçar-se", da Associação Cultural, Gato que Ladra. Um texto original de Miguel Castro Caldas, encenação de Rute Rocha e com as actuações de José Mateus e Pedro Barbeitos e que desde já aconselho vivamente.

A peça retrata dois amigos que se encontram fechados em casa, delimitados em palco por uma estrutura que se assemelha a um ringue de boxe e que coloca o público a pensar onde está o verdadeiro combate, se no interior se no exterior do ringue.

Uma das frases que destaquei do texto, e que abaixo transcrevo, acho que é elucidativa da linha condutora da peça:

"Lá fora é perigoso porque está tudo a mudar, cá dentro é perigoso porque está tudo na mesma"

Vivemos num mundo em que cada vez mais somos prisioneiros, principalmente de nós próprios, em que a angustia interior nos domina e prevalece sobre qualquer liberdade que possamos aspirar.

Sem saber movimentamo-nos quase como máquinas, ao som de um compasso que nos conduz, e que muitas vezes emite um ruído que chega a ser ensurdecedor, mas continuamos a repetir tarefas sem sabermos muito bem porquê, só pelo simples facto de estarmos ocupados, e assim não pensarmos no que se passa lá fora.

Como estamos tão envoltos no nosso próprio mundo, quando tentamos comunicar nem sempre aquilo que dizemos é compreendido pelos outros o que, mais uma vez, ajuda a aumentar os nossos medos .

Após a actuação houve lugar a uma conversa informal entre o público, os actores, a encenadora e autor. Neste convívio, que desde já louvo, foi possível perceber o trabalho por detrás da peça, perguntar e compreender os diferentes pontos de vista e como articulando ideias vindas de variados mundos se constrói uma peça que retrata um pouco da visão de cada um dos seus intervenientes. Junto algumas fotos desta conversa mais abaixo, agradecendo desde já a disponibilidade para fotografar.

É Perigoso Debruçar-se, em cena no Clube Estefânia até 27 de Novembro, para mais informações consulte o site www.gatoqueladra.com



Fotografias da conversa informal:

Os Portas @ Teatro Villaret

Hoje foi noite de estreia da peça "Os Portas" no Teatro Villaret, com lotação esgotada.

António Melo, Almeno Gonçalves, Pedro Teixeira e Fernando Ferrão retratam diferentes personagens que podemos encontrar nas discotecas e bares.


A peça teve início ainda antes de entrar na sala com "Os Portas" a controlar as entradas, barrando todos aqueles que não encaixam no perfil.

Num ritmo sempre frenético, alternando em diferentes ambientes, os quatro actores conseguem manter as gargalhadas do público numa constante.

Embora seja afirmadamente uma comédia, existem alguns momentos, os monólogos do Alfredo, que retratam assuntos mais sérios alertando para uma realidade menos bonita da noite conhecida por todos, mas que a maior parte das vezes fingem não ver.

Uma boa sugestão para uma noite bem passada, para aproveitar até 31 de Outubro, de quinta a sábado, às 21:30, no Teatro Villaret.


Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?

Hoje foi dia de teatro com a abertura da temporada 2011-2012 no Teatro Municipal São Luiz com o texto "Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?". 

Da autoria de António Lobo Antunes a peça retrata uma família onde as suas histórias de vida se entre-cruzam em ambientes tão diferentes e inesperados. Em cena Maria de Medeiros, Gonçalo Távora Correia, não esquecendo o cavalo, Vulção.

Fiquei com vontade de ler o livro, a escrita inquieta de António Lobo Antunes foi excelentemente transposta para o público por Maria de Medeiros. O monologo contínuo, envolto nos movimentos constantes do cavalo, formaram momentos únicos.

Apenas um ponto negativo, as dificuldades iniciais com as alterações electrónicas da voz, as quais estavam previstas, mas que não estavam a funcionar nas melhores condições e que felizmente desligaram. A interpretação e entoação dada pela actriz foi suficiente para transmitir a diferença de sentimentos de cada personagem, ficou muito mais simples, mais límpido e na minha opinião muito melhor.

Para terminar um pequeno excerto da obra:

"Haverá noite para este dia digam-me, uma altura em que deixo de distinguir o salgueiro e depois do salgueiro a janela, os móveis desaparecem porque não acendemos a luz, ficam as pegas de metal a brilhar um momento, um frémito nas portas que ninguém gira, os meus irmãos procurando-se e eu em busca da saída dado que principiaram as dores e não acho o caminho da rua, apercebo-me do alpendre onde a lanterna baloiça na corrente, ao regressar ao baldio via-a na esquina e acalmava, estou a chegar, estou em casa, não me fazem mal já, o quintal fechava-se-me sobre o corpo e escondia-me, nenhuma cólica, nenhum suor, a paz e com a paz a indecisão da madrugada no peitoril- Nasço não nasço?"                        in Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar, de António Lobo Antunes



Entrada do Teatro Municipal S. Luiz




 
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